O destaque foi para a apresentação de projetos de desenvolvimento tecnológicos de várias regiões do Estado.
Os municípios de Toledo e Cascavel, por meio das fundações tecnológicas do Oeste do Paraná, Fundetec (Cascavel) e Funtec (Toledo), demonstraram através de seus projetos que se pretende uma integração regional para agregação de valor aos produtos produzidos na região.
Para o engenheiro Mário José Bracht, da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Fundetec, o que se pretende "é a verticalização industrial agregando componentes tecnológicos fundamentais para o sucesso das empresas no mercado globalizado". A proposta apresentada por Bracht é o do Pólo Agroalimentar do Oeste que envolve mais de 50 instituições, entre universidades, empresas, cooperativas, indústrias e secretarias de governo.
O engenheiro disse que uma das ações do pólo agroindustrial, a implantação do Selo de Qualidade para os vários produtos do setor agroalimentar e que garantirá a busca de novos mercados, além de qualidade e sanidade dos produtos, já está sendo lançado para a erva-mate. Ele informou ainda, que muitas indústrias de erva-mate de todo o estado já estão interessadas no selo, o que vai evitar que ocorra com o produto o que vinha acontecendo até agora. A erva-mate era encontrada com uma variação do índice de cafeína entre 1,5 até a 15%, o que a colocava fora dos padrões de qualidade e impossibilitava a exportação para países mais desenvolvidos.
Inovador
Brachter enfatizou que a criação do Fórum de Discussões é uma experiência inovadora que nunca havia acontecido antes no estado. "Diferentes agentes de tecnologia se unirem, com a coordenação do governo estadual, pela ação da Secretaria da Ciência e Tecnologia, no sentido de discutir o desenvolvimento tecnológico do Estado é uma realização das mais importantes, principalmente por envolver agentes do interior".
O secretário Ramiro Wahrhaftig, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, coordenador do Fórum, disse que o papel do estado é justamente este: "É um elemento catalizador, que deve focar apoio em projetos integrados". Wahrhaftig ressaltou que o Fórum foi criado principalmente para "a formação de uma rede de pessoas interessadas no desenvolvimento científico e tecnológico do Estado, e dessa forma, instituições, empresas e Estado possam evoluir juntos".
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